As bicampeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze avançaram à medal race da classe 49erFX na oitava colocação de Paris 2024. Nesta quarta-feira (31), em Marselha, as meninas de ouro começaram o último dia de classificação na 15ª colocação com um 9º e um 2º lugar.
A vaga para a decisão veio, mas mesmo com a recuperação, a dupla só pode chegar ao quinto lugar na 49erFX. Martine e Kahena começaram o campeonato em quinto e depois de depois dias irregulares caíram na tabela.
As francesas Sarah Steyaert e Charline Picon e as holandesas Odile Van Aaholt e Annette Duetz entram favoritas ao pódio na final desta quinta-feira (1º).
''Estou feliz de fazer a Medal Race, porque até ontem a gente estava em 15º, uma posição que não se via luz no fim do túnel. Chegar nessa última regata, eu fico bem mais feliz para amanhã'', disse Kahena.
''Com certeza, a gente velejou o nosso melhor hoje, conectada uma com a outra, olhando para fora e velejando o melhor que o barco poderia estar. O velejo foi muito prazeroso hoje, e estava uma condição bem difícil, porque o lado direito tinha vento, só que o esquerdo tinha rondada. Era eu tentar manter o foco no barco, enquanto a Martine olhava cada rajada e rondada e funcionou super bem''.
''Mas faz parte, é o esporte. Às vezes você ganha e às vezes você perde. Talvez não fosse a nossa semana... A gente sempre vai ser bicampeãs olímpicas e isso nos dá muito orgulho'', disse Martine Grael.
Os brasileiros Marco Grael e Gabriel Simões encerraram a Olimpíada em 19º lugar e sem chances de medal race.
O paulista Mateus Isaac é 15º após 11 regatas. O dinamarquês Johan Soe está em décimo com 69 pontos e o brasileiro precisa ficar entre os dez para entrar nos mata-matas da prancha à vela. Isaac tem 91 e faltam cinco regatas. O líder é o neozelandês Grael Morris com 41.
Gabriella Kidd e Bruno Fontes competem a partir desta quinta-feira (1º) na ILCA. No dia seguinte, será a estreia de Henrique Haddad e Isabel Swan na 470. No dia 3, João Siemsen e Marina Arndt abrem a disputa do Nacra 17, enquanto Bruno Lobo do Fórmula Kite será o último brasileiro da vela a estrear em Paris 2024.
''Vai ter uma mudança no vento, vai ficar mais forte e ele gosta disso. O Ilca 6 é uma flotilha muito forte e a Gabriela terá que se superar. No 470 misto, estamos com o Henrique 'Gigante' e a Isabel, atletas experientes, Henrique em sua terceira Olimpíada, Isabel é medalhista olímpica, mas é uma classe muito competitiva. O Nacra com o João e a Marina treinaram muito, ficaram muito tempo aqui em Marselha. Dependendo das condições, eles têm condições de performar, ficaram em 10º no Mundial e vem numa ascendente. E, por fim, o Bruno Lobo temos uma expectativa de que consiga andar no grupo da frente', avaliou Walter Boddener, Chefe da Equipe de Vela do Brasil em Paris 2024.
A vela é uma das modalidades que mais trouxe medalhas ao Brasil na história das Olimpíadas. O país conquistou 19 medalhas, sendo oito de ouro.
A Equipe Brasileira de Vela tem como chefe da delegação Walter Böddener, além do head coach e bicampeão olímpico Torben Grael.
Parte dos atletas participam de eventos internacionais apoiados pelo termo de fomento à vela olímpica com parceria da CBVela. O objetivo é a preparação da Equipe Olímpica Principal de Vela e participação nos campeonatos internacionais. O número do convênio é 930972/2022.
Resultados aqui
Equipe
Fórmula Kite
Bruno Lobo
IQFoil
Mateus Isaac
49er FX
Martine Grael e Kahena Kunze
49er
Marco Grael e Gabriel Simões
470 misto
Isabel Swan e Henrique Haddad
NACRA 17 misto
João Bulhões e Marina Arndt
ILCA 7
Bruno Fontes
ILCA 6
Gabriella Kidd
Medalhas olímpicas brasileiras
Ouro
Moscou 1980: Eduardo Penido e Marcos Soares (470)
Moscou 1980: Alexandre Welter e Lars Björkström (Tornado)
Atlanta 1996: Robert Scheidt (Laser)
Atlanta 1996: Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Atenas 2004: Robert Scheidt (Laser)
Atenas 2004: Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Rio 2016: Martine Grael e Kahena Kunze (49er)
Tóquio 2020: Martine Grael e Kahena Kunze (49er)
Prata
Los Angeles 1984: Torben Grael, Daniel Adler e Ronaldo Senfft (Soling)
Sydney 2000: Robert Scheidt (Laser)
Pequim 2008: Bruno Prada e Robert Scheidt (Laser)
Bronze
Cidade do México 1968: Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)
Montreal 1976: Peter Ficker e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)
Seul 1988: Torben Grael e Nelson Falcão (Star)
Seul 1988: Clínio Freitas e Lars Grael (Tornado)
Atlanta 1996: Kiko Pelicano e Lars Grael (Tornado)
Sydney 2000: Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Pequim 2008: Fernanda Oliveira e Isabel Swan (470)
Londres 2012: Bruno Prada e Robert Scheidt (Star)
Sobre a CBVela
A CBVela é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: oito. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 19 medalhas em Jogos Olímpicos.
A entidade foi a primeira confederação esportiva brasileira a integrar a Rede Brasil do Pacto Global da ONU e a incorporar a agenda global da sustentabilidade – a Agenda 2030, com seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – ao seu planejamento estratégico.
Sobre o VelaID
Lançado em 2023, o VelaID é a principal plataforma de relacionamento entre todo o ecossistema da Vela Brasileira. A plataforma é voltada para velejadores e entusiastas que desejam estar conectados com o esporte. Entre as principais funcionalidades, a plataforma atuará como o principal HUB de eventos da entidade.
Para realizar o cadastro gratuito e conhecer os eventos da CBVela, acesse velaid.com.br
Entre em contato com a equipe On Board Sports:
Flávio Perez
flavio.perez@cbvela.org.br
+55 11 99949-8035
Capital cearense e o Brasil receberão pela primeira vez evento mundial para os one person - classes individuais
Seletiva de Optimist em Niterói (RJ) também confirmou equipe brasileira de vela para eventos na Europa
Bruno Prada vence pela sexta vez nos EUA na classe Star na proa de Mateusz Kusznierewicz
Transição oficial ocorreu durante a XXXI Copa da Juventude 2025, em Porto Alegre (RS)