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Tóquio 2020: Mais brasileiros entram em ação na vela olímpica

Estreias das campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze (49erFx) marca terceiro dia de regatas em Enoshima

26.07.2021  |  612 visualizações

O terceiro dia de regatas olímpicas de Tóquio 2020 terá as estreias das classes 49er, 49erFx e Finn com participações brasileiras. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena são as primeiras a disputar as provas em Enoshima na madrugada terça-feira (27), a partir de 00:05. Competem também pela primeira vez nesta edição dos Jogos a dupla Marco Grael e Gabriel Borges na 49er e Jorge Zarif na categoria Finn. 

Voltam também para a disputa da Laser, que tem o brasileiro Robert Scheidt entre os 10 primeiros. A classe RS:X feminina com Patrícia Freitas folga desta vez!

A previsão para as regatas de terça-feira é de ventos na direção Norte de 10 a 12 nós, com rajadas mais fortes em alguns horários. A tendência é que na quarta-feira (28), a intensidade aumente.

A equipe brasileira conta com 13 velejadores divididos em oito classes. As provas serão disputadas até 5 de agosto e o Brasil conta também com atletas nas classes 470 (masculino e feminino) e Nacra.

Ouro na Rio 2016, a dupla brasileira chega preparada para defender a conquista e com histórico de bons resultados no ciclo olímpico. Os resultados expressivos na última temporada incluem as brasileiras entre as favoritas.

Mesmo assim, a dupla mantém a concentração para fazer história mais uma vez, agora no Japão. ''As meninas, assim como toda equipe, estão bem focadas para as regatas. O trabalho foi bem feito, principalmente durante a preparação. Elas, inclusive, ganharam o evento-teste em 2018 aqui e conhecem a raia'', disse Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da CBVela - Confederação Brasileira de Vela.

Irmão de Martine e filho do chefe da equipe Torben Grael, Marco Grael volta à Olimpíada ao lado de Gabriel Borges na 49er. A estreia no terceiro dia no Japão é marcada pela expectativa da evolução dos velejadores.

Confiante, a mãe de Marco e Martine, a também velejadora Andrea Grael aposta na boa preparação chefiada pelo marido Torben. ''Estou super orgulhosa de ter os três lá. Cada um tem seu objetivo em Tóquio. O Marco desde 2010 trabalhou e batalhou para chegar onde está hoje. Eles fizeram tudo que precisavam para na Olimpíada. Martine é também focada, e tem que manter a calma e o equilíbrio. O modo regata tem que vir na hora certa, ou seja, agora nas regatas valendo'', disse Andrea Grael. 

Jorginho na terceira olimpíada 

Outro nome de destaque da Equipe Brasileira de Vela em Enoshima a estrear nesta terça-feira é Jorge Zarif, na classe Finn. O velejador paulista, campeão mundial em 2013 na categoria, está confiante para obter um bom resultado. Na Rio 2016, o atleta ficou na quarta colocação.

''Chego muito bem preparado para a Olimpíada. O Finn é muito equilibrado. Podemos dizer que são pelo menos dez velejadores muito fortes nessa lista para brigar por três lugares no pódio. Se a gente olhar os resultados dos últimos anos vai ver muitos nomes. A classe é muito forte e tem muita gente que ficou de fora com medalhas em Olimpíadas, Mundiais e Europeus'', disse Jorge Zarif. 

Será a última olimpíada da classe Finn, a mais antiga do calendário dos Jogos. Desde Helsinque 1952, a categoria conta com representantes brasileiros. 

Robert Scheidt  na briga

Na madrugada desta segunda-feira (26), o bicampeão olímpico Robert Scheidt correu mais duas regatas de Laser e está entre os primeiros colocados. O atleta ficou em 10º lugar na primeira prova, contando com uma recuperação no popa final, e em 4º na segunda. Na classificação geral, Robert Scheidt está em 8º com 14 pontos perdidos.

O fato mais marcante do dia foi um incidente na primeira regata onde o brasileiro teve problemas com o velejador britânico Elliot Hanson. Robert Scheidt pagou punição de 720 e saiu das últimas posições para os Top 10 no final passando 20 adversários.

''Na montagem de boia, Robert Scheidt veio abaixo do layline e quando cambou no inglês, que tinha preferência, teve que pagar punição. O risco foi ter uma avaria, que poderia causar uma desclassificação. Ele imediatamente foi pagar a punição e se recuperou. Eu já vi o Robert fazer isso muitas vezes, mas foi fantástico'', explicou o especialista Ricardo Lobato.

Na segunda regata do dia, o atleta foi mais rápido ainda e fechou em quarto lugar. As regatas de Laser voltam também na terça-feira, ao contrário da RS:X que tem sua merecida folga.

Patrícia Freitas continua com o mesmo ritmo da estreia e mantém a 11ª colocação no geral das pranchas à vela. Nesta segunda-feira, a atleta tirou um 11º, 12º e 10º.

''O vento foi mais forte e mais rondado. Teve mais jogo, o que permitiu que o Robert se recuperasse, principalmente na primeira regata do dia. A Patrícia está melhorando nas largadas e está na briga para entrar na medal race''.

Baixe o mídia kit da Equipe Brasileira de Vela em Tóquio 2020

Equipe Brasileira de Vela e seus clubes
 
470 Masculino: Henrique Haddad | Bruno Betlhem ICRJ / RJ

470 feminino: Fernanda Oliveira | Ana Barbachan | CDJ / RS

RS: X feminino: Patrícia Freitas | ICRJ / RJ

Finn: Jorge Zariff | ICRJ/ RJ

Nacra 17 Misto: Samuel Albrecht | Gabriela Nicolino | VDS - ICRJ / RS - RJ

Laser Standard: Robert Scheidt | YCSA / SP

49er FX: Martine Grael | Kahena Kunze | RYC - ICRJ / RJ

49er: Marco Grael | Gabriel Borges | RYC - ICRJ / RJ
 
Como acompanhar a vela em Tóquio? 

As competições de vela nos Jogos Olímpicos possuem entre 10 e 12 regatas, variando conforme a classe em disputa. Os 10 melhores de cada classe disputam uma regata extra, a medal race, que oferece uma pontuação dobrada aos atletas.

Diferente de grande parte das modalidades olímpicas, a vela possui um sistema de pontuação invertido: o campeão é aquele que acumular menos pontos durante a competição. Quanto melhor colocado na regata, menos pontos um atleta ou uma equipe soma.

O vencedor será o velejador que, ao fim de todas as regatas, tiver acumulado menos pontos. Todos os competidores podem descartar o pior resultado na fase inicial das regatas. O percurso das regatas é definido pela organização, que forma uma linha imaginária com dois barcos para definir o ponto de largada e o de chegada.

Contornando as boias utilizadas para demarcar o percurso, os veleiros saem contra e voltam a favor do vento. As regatas podem ser adiadas e até mesmo canceladas pela falta de vento. Todas as embarcações de uma mesma classe devem ter dimensões idênticas. Dessa forma, o resultado é determinado exclusivamente pelo talento e estratégia dos velejadores.

SOBRE A CBVELA

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Tem o Bradesco como patrocinador oficial, e o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: sete. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 18 medalhas em Jogos Olímpicos.
 
Entre em contato com a equipe On Board Sports:
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